Como é difícil começar. Um blog, um depoimento, uma carta, um trabalho, uma faculdade. A largada sempre tem que ser tão complicada?
Penso que sim, pois o início é o sinônimo de coragem. Olha o quanto as mulheres sofrem com o parto. Olha quanto é difícil se encarnar na profissão. Repare a dificuldade de dizer Te Amo. O tamanho da barreira para falar: CHEGA.
Todo início é complicado - não quer dizer ruim. O irônico é que sempre antes da largada temos idéias em mente, temos espírito, garra ou simplesmente objetivo.
Arrumar um emprego a gente pensa, mas começar nele ficamos com "pé atrás". Dizer que você é a pessoa mais especial do mundo é suave, desde que esteja com a cabeça no traveseiro, sozinho. Cara a cara, tudo vira empecilho.
Pensar no início é, quase, simples. Começar é que complica.
Tudo é complicado no início. Absolutamente tudo. Filosofar o começo é elegante, mas praticá-lo é medonho.
Meu colega Horáculo (Horácio Original) me inspira com sua voz serena, calma e desatinada. Quero fazer mochilão, mas não tenho coragem. Quero voltar para minha terra, mas fraquejo. Quero ir morar em São Paulo, mas temo a violência. Quero ir para o sertão, mas tenho medo da solidão. Quero inaugurar algo, mas continuo apenas na eloquência.
Todo meu início é pensado, mas pouco faço. Sinceramente, não falta coragem. O que falta é resultado, mas como vou saber o resultado se não comecei? É, acho que não tenho peito - retire o "não falta coragem".
E se eu vou para o sertão... E se eu for para a terra da garoa? O arrependimento onde fica?
Tudo me deixa apavorado. Pareço um Doutor Pacheco que tem medo de desistir e começar tudo de novo. Tenho medo que meus planos não se concretizem. Que tudo que pensei foi apenas teoria e que na prática vacilei, porque iniciar é punk.
Eu não to me identificando com Raul. Mal sei o início, quem dirá o meio... O fim deixa pra lá. GITA OU SUSSURRA.
Sabe o motivo das pessoas odiarem a política?
Humm... É óbvio que eu tb não sei.
Mas eu suponho que seja a falcatrua! Nossa, eu sou bom. Não, eu sou um eleitor.
O que realmente quero dizer é o seguinte:
Na minha concepção não há um político que não tenha feito caixa dois. Tá, talvez dois! No máximo sete, q não tem nada com AZAR.
Se tratando da nossa governadora (RS), Yeda Crusius, existe uma coisa q faz com minhas mãos cocem a cabeça toda vez q a ouço.
Vamos pegar o ponto de partida agora. A ex do seu Cavalcante que sem mais nem menos resolveu conversar com a Veja.
Ela revelou que existia mesmo o caixa dois. Não quero entrar em detalhes, porque senão vira mais um impresso.
Concluo algumas coisas, com o "estouro paraguaio da Veja". Na revista (13 de maio de 2009), o jornalista, recente em sua batalha - Igor Paulin, 23 anos - escreve uma reportagem da governadora do estado "pampista". Nela, o jornalista escreve escândalos de corrupção.
Se você estiver interessado leia. Senão desista da leitura.
Pois bem. Na matéria ele escreve que Yeda se beneficiou da campanha política para usufruir benefícios, como a sua casa, localizada em um bairro nobre. A fonte usada foi uma das gravações do ex-assessor da campanha, Cavalcante, com Lair Ferst.
Por que diabos a gravação não está descrita na revista? Veja foi atrás da "viúva" de Marcelo e conseguiu. Putz, quanta credibilidade.
A Veja, pessoalmente, é uma revista de fofoca para intelectuais paraguaios. Não há provas concretas. Existe uma mulher, que conviveu (a princípio) pouco tempo com o companheiro.
Se você ousou chegar até aqui, merece parabéns por me aguentar. Mas merece ser chibatado(a) por concluir que estou idolatrando a Excelentíssima governadora.
E a Veja?
E o marketing?
Arrogância pensar que a notícia é notícia por ser fato. A notícia não é fato, é faro.
O que inibe de um veículo querer patrocínio, apoio? Tudo isso foi mesmo investigativo?
Se foi, publicaria as escutas. Se foi e não publicasse, teria interesse. Se não tivesse interesse não publicaria.
Sou O Cara. Sou um merda.
Sei de caixas com o vencedor da nota par. Leio, mas a leitura de um periódico ilude tanto quanto uma ficção.
Será que Paulo Coelho é tão bãun assim? Talvez seja.
Durma bem, Sr Indignado. Seu acomodado que olha a Tv e acredita nas pessoas como eu.
Mais um capítulo q me traz esperança.
Ela é última, mas morre.
Quanto vale a vida?
Quanto ela vale longe de quem nos faz viver?
Quanto vale a vida quando se tem esperança de algo, que no fundo, você sabe que não se concretizará?
Quanto você paga pela vida de alguém que está cheirando cola? Que está beijando a sola do sapato?
Na última cena da sua vida, quanto será que ela vale? Quanto dói?
Quanto vale o seu, o meu, o nosso medo? Vale tanto para ser medo? É preciso do medo? Encarar o medo vale quanto?
As sete da manhã a sua vida vale quanto? E na madrugada adentro, ela vale algo?
A vida vale um centavo - ou você está devendo. Vale ouro ou diamante - ou você pode está lucrando.
A vida é inútil pra uns. Pra outros é superficial. A vida vale uma noite de insônia, uma carta para a pessoa amada. Uma dedicação de amor. Uma ousadia!
A vida vale uma mentira, uma ilusão, um sonho ou um pesadelo.
O valor de uma vida só faz sentido quando podemos aparecer. Ela só vale, porque há outra vidas. O náufrago só sobrevive, porque há um continente com pessoas que te esperam e que você deseja vê-las.
Meu amigo, a vida só tem um valor!
A vida vale quando do outro lado do muro existe alguém, nem que seja o Zé Ninguém.
Quanto vale a vida? Ninguém sabe quanto vale a sua vida. Mas a vida do meu vizinho eu sei quanto vale. Ele também sabe quanto vale a minha.
Eu sei quanto vale a sua vida e você não sabe!
O seu valor depende de mim e o meu depende de você.
Por isso todos os dias queremos provar algo! Ou não...
É o valor de viver.
Falando da minha pessoa. Ando em uma fase transitória. Tenho quase certeza que estou deixando a adolescência e virando um adulto.
Quando se é criança sabemos que passamos de estágio. A voz muda, há mais experiência, os pais começam a afrouxar as rédeas... Sabemos que dinheiro vale mais do que a moeda imposta pelo ministro da fazenda em seu plano FHC. O cigarro subiu, um saquinho de feijão sofreu inflação.
Sei que to virando adulto. To planejando meu apartamento, quero o meu carro, planejo uma viajem, sei que hoje posso sair, mas amanhã não posso ir ao cinema. Não virei mais do que ninguém que esteja lendo, mas sei o valor de algumas coisas que antes não sabia. Experiência de vida? Até pode ser, mas muitas mudanças vem ocorrendo com rapidez que meu cérebro encontra dificuldades de raciocinar.
Vejo pessoas de 16 anos e estranho o que elas fazem. Me responsabilizo em beber e VOLTAR PRA CASA. Me assusto.
O que me deixa adulto é saber que amanhã ninguém lavará minha roupa, ninguém cozinhará minha refeição. Que se eu gritar no meu apartamento, serei eu o responsável pela multa. Eu terei de pagar.
Cresci!
Não que hoje sei a matemática. Nem a física. Mas estou me acomodando com o caminho das consequências. Me orgulho disso.
Me vejo em enrascadas, mas evoluo. Bate o cansaço, mas tomo um energético. To sabendo que o ditado de viver é duro. Vejo meus irmãos com filhos e imagino que isso seja o Super-adulto.
Cresci!
Me assusto com a responsabilidade. Me espanta o cargo de adulto. Não posso ser mais ingênuo. Não tenho credibilidade para andar de bicicleta e cantar "piano bar". Não consigo largar uma lata na rua, porque sei que pode virar enxurrada.
Sou moleque ainda, mas o que tanto quero, me faz virar adulto. Para tudo na vida existe um preço.
Terei que pagar.
Cresci. Nem todos os itens sou adulto! Mas resumindo, a transição está 50% benéfica.
Sou preconceituoso com o tal do blog. É por isso que demoro pra escrever.
Quando escrevo é porque estou um pouco alterado, entende? Uma cervejinha mesmo, apenas...
No momento estou escrevendo por três razões:
Primeira, a Renatinha me encoroja.
Segunda, Queria falar de amor (eu sei que é brega, mas eu sou! Paciência e Orgulho)
Terceira, é bom escrever...
Então, a minha máquina se encheu, lavou, centrifugou e me mandou ir estender o que, por instantes, pertenceu-a. Me levantei e fui pra janela ver o céu. Voltei e achei melhor estender as minhas três cuecas. Durante os minutos fiquei pensando o "blog". 'Tempo que não escrevo, mas vou escrever o quê?'
Ai pensei nas opções acima: renatinha, amor e escrever.
Beleza! Sentei e aqui estou relatando minha esticada no varal.
Mas ai veio algo confuso na cabeça. Pensei o motivo das pessoas escreverem em um blog. Qual a razão?
Por favor, eu odeio ser ético, tenho trauma de lição, mas me surgiu um carrapato (pulga é batido).
Por que as pessoas escrevem em blogs?
Demonstração de afeto? Exibicionismo? Vulgaridade? Orgulho? Tédio? Conscientização?
Você escreve para alguém te elogiar ou quer mudar o mundo - para que todos sejam testemunhas de tamanha audácia?
Se usted dizer que escreve por escrever é mentira!! Vá escrever no word então e guarda para si.
Mas na minha frase eu creio que revelo parte do ego em comum entre nós.
Talvez não queiramos aparecer, mas ao invés de guardarmos para si, por que não falarmos em um mundo que qualquer um pode ter acesso (nem todos)!
Talvez você se apareça, talvez você ajude, talvez você mude ou então você alivie as palavras da cabeça. Isso faz bem!
O blog é o infinito das vaidades, mas quem não é o vaidosão? Na pior da hipóteses, você está em um mundo confuso que de alguma forma te aliviou.
Erre o português, critique o vizinho, elogie a vizinha, senta a pua no prefeito, declame o teu amor, mande se f... o planeta terra.
O blog é bizarro, mas é um púlpito que qualquer um expõe o que quer. E não interessa se você leu. Eu fiz. Sou o autor das minhas palavras.
Parece idiota (talvez seja), mas sou eu. Aqui, sustentando o ego do alterego do egocêntrico.
Estou testando o novo brinquedo. Sempre tive medo de escrever, talvez as linhas abaixo confirmem a minha falta de coragem.
A Renatinha, a Pedrozo, pessoa (palavra) que faz lembrar Verissimo, me encorajou.
Hoje é um dia especial. Mentira, é um sábado de festas na capital pequena de Porto. Parada pela paisagem patética de uma paranóia paciente. E eu estou na paranóia delirante, obviamente.
Uma cidade deserta, porque todos se mandaram para o litoral - norte ou sul - pegar um bronze e beber uma caixa de cerveja. A minoria trabalha, fica fazendo plantão, ganha horas extras. A maioria, que está na praia, te convida pra sair.
Porto Alegre parece um sertão imenso de calmaria. Uma cidade que mais assemelhasse com o interior. Se você liga pra pedir comida, ninguém atende. Se você liga para os amigos, eles estão viajando.
Curtindo a monotonia da calmaria espelhada no asfalto vista da minha janela, resolvi descer os três andares do meu prédio. Escorreguei pelo corrimão das escadas, abri a porta e saí. Saí, sem nenhuma meta, mas saí. Você que pensa que saí sem lenço e sem documento está errado. Saí com a carteira, porque na cidade grande volta e meia os policiais te abordam. Abordam por abordar. Se não tiver documento, não tem problema, dá 50 reais e continue o passo. Mas com eu não tenho grana optei pelo RG e CPF. Bom, voltando ao assunto, olhei os dois lados da rua e resolvi me manter no mesmo lado.
Dei um "oi" pra vizinha não civilizada e continuei observando o movimento parado. Na esquina vi o sem vergonha do mendigo que mija na frente do meu prédio. Sim, ela mija. Nunca vi, mas só pode ser ele, porque é sempre este sem-teto que paira por aqui.
Na minha opção sem nenhuma escolha, resolvi ir conversar com este estranho, a quem tenho tanto ódio. (Vagabundo é vagabundo porque quer ser vagabundo. Claro que é esta minha conclusão.)
Me aproximei dele. Parei e antes de perguntar o motivo de sua urina no meu prédio tanto santo dia, ele interrompeu meu raciocínio enfurecido com um palavra.
- Ira!
Eu com as mãos nos bolsos, levantei a sobrancelha como se fosse um ponto de interrogação. Ele bebeu um gole da pinga calmamente e respondeu aos meus gomos da testa que ficaram surpresos com a sua "ira".
- Moleque, eu sei que você tem raiva de mim. Mas eu não mijo no seu apartamento. Juro. E se mijasse, o que você ira fazer?
Momento angustiante. Subiu um vermelhão e me senti culpado, isso que eu não falei nada. Me passou um curta-metragem. Eu não sabia se voltava pra casa, se xingava o bendito homem ou se eu... Sei lá.
Como esta porcaria bêbada saberia a minha pergunta? Um bosta deitado tem tanta ousadia de me encarar? Durante o meu pensamento inviolável ele novamente se intromete.
- Você não me conhece. Por isso não tem direito de vir aqui me julgar.
Mas eu? Eu saí de casa por sair. Não queria encontrar esta pessoa.
Eu ainda não conseguia falar nada. Tremia, não sei se era de raiva, mas tremia. Ficava indignado com a situação. Como ele sabia que eu ia falar que ele mijava na frente do meu prédio? Trêmulo, respondi que não tinha ido até ele para julgá-lo. Apenas vim oferecer um prato de comida.
Ai foi a vez dele me olhar estranho. Eu me saí bem, ante o susto que levei.
- Não, obrigado.
Com a resposta daquele homem fedido, dei as costas e fui me embora. Dei graças por ter saído daquela angústia. Me viro e ele grita!
- Sou um pobre coitado, mas nem por isso não mereço respeito. Bebo, pra não ficar pensado o quanto sofri. Já fui que nem você, e ainda conto com o futuro. Por acaso você tem como arranjar um emprego pra mim?
Eu parei de olhar pra ele. Baixei a cabeça e num momento "porco" resolvi dar o primeiro passo pra casa. Nos 40 metros da minha porta esperava pela voz dele, mas o homem ficou quieto e a minha cabeça gritava.
Entrei em casa. Comi. Dormi.
Ele. Agonizou até a Samu pegá-lo.
Eu. Durmo toda noite com remorso.
Parece, mas não é lição de moral.
Fato do egoísmo
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